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VÊS. TRÊS

15.02. — 16.02.2020

EGEU - Centro Cultural

Ana Malta | NUMPÁRA & Madalena Pequito & Maria de Brito Matias

<< Baixo contínuo >>: a expressão utilizada por Starobinski para evocar os lugares e os ritmos de outrora significativa: a modernidade não os apaga mas põe-nos em plano recuado. São como indicadores do tempo que passa e sobrevive. Perduram como palavras que os exprimem, e os exprimirão ainda. A modernidade em arte preserva todas as temporalidades do lugar, tal como estas se fixam no espaço e na palavra.

Não-lugares, Mare Augé

O acorde sustenta uma tonalidade.

Condicionar: Improvisar uma linha melódica. O espaço define a intensidade do som. Integrar o espaço na composição (bidimensional), a partir da observação do volume. A cor do volumeformula a forma. A profundidade da forma só existe no redondo do olho. O volume do olho elabora o único volume da forma.

Vês. Três reúne um projecto colectivo, sem divisão em parcelas ou materiais. Três registos, discursos e métodos de trabalho confluem num ponto . Este origina um só ritmo - som - que intuitiva e harmoniosamente se organiza e compõe num espaço plano. Acorde. Durante o processo de improvisação surgem os << lugares memórias>>. A cor delimita uma linguagem que alude ao tempo e lugares antigos. Assim, o espaço presente - Egeu - é definido por dois círculos - o raio triplica - e a elipse gerada é um corpo vivo que propõe volume à voz. A temporalidade do lugar é conservada.

A. Lenz, Fevereiro 2020

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